Sinônimo de festa, diversão e paquera, o Carnaval também é considerado uma época do ano preocupante para os especialistas em saúde. É quando a aglomeração de pessoas, muitas vezes, pode resultar em uma baixa da imunidade.
“Durante o Carnaval a mudança de rotina e os exageros facilitar o contágio e o desenvolvimento de doenças. A higiene é um dos pontos que mais chama a atenção, por isso, a dica de manter as mãos limpas é sempre válida. Muitas doenças podem ser adquiridas também por alimentos contaminados ou mal lavados, preste atenção onde fará suas refeições e principalmente na ingestão de gelos e bebidas”, orienta o médico Ricardo Cunha, gerente de Vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.
A orientação é procurar um médico para realização de exames e vacinas adequadas para cada caso. As indicações podem mudar de acordo com o período e local da viagem. As vacinas de febre amarela, tétano, hepatite A e B, HPV, influenza (gripe) e doença meningocócica são as mais recomendadas como forma de prevenção. Vale lembrar que as indicações são determinadas exclusivamente para cada situação.
Para vacinas com dose única deve-se vacinar pelo menos de 10 a 15 dias antes da viagem. Para vacinas com múltiplas doses devemos ter em mente que a proteção completa somente se dá após o término do esquema, mas já nas primeiras doses pode-se ter alguma proteção contra as doenças.
Veja quais as vacinas mais indicadas para realizar antes do Carnaval:
Febre Amarela
Indicada para: Todas as pessoas que moram ou viajam para áreas onde a Febre Amarela é mais frequente (endêmica). Adolescentes e adultos devem receber uma dose da vacina a cada 10 anos. Alguns países exigem esta vacinação aos viajantes.
Formas de transmissão: Na FAS, o ciclo de transmissão se processa entre o macaco infectado → mosquito silvestre → macaco sadio. Na FAU, a transmissão se faz através da picada do mosquito Ae. aegypti, no ciclo: homem infectado → Ae. aegypti → homem sadio.
(clique aqui para ver alguns postos de vacinação em São Paulo)
Influenza (Gripe)
Indicada para: Em dose única para adolescentes e adultos, deve ser realizada anualmente, independentemente de já terem sido vacinados em anos anteriores.
Formas de transmissão: O modo mais comum é a transmissão direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, tossir e espirrar. O modo indireto também ocorre por meio do contato com as secreções do doente. Nesse caso, as mãos são o principal veículo, ao propiciarem a introdução de partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular. Apesar de a transmissão inter-humana ser a mais comum, já foi documentada a transmissão direta do vírus de aves e suínos para o homem.
(clique aqui para ver alguns postos de vacinação em São Paulo)
Hepatite A
Indicada para: A Hepatite A pode ser prevenida através de vacinação e é indicada a todas as pessoas que ainda não foram vacinadas. São necessárias duas doses com intervalo de seis meses entre as doses.
Formas de transmissão: Fecal-oral, veiculação hídrica, pessoa a pessoa (contato intrafamiliar e institucional), alimentos contaminados e objetos inanimados. Transmissão percutânea (inoculação acidental) e parenteral (transfusão) é muito rara.
Hepatite B
Indicada para: Adolescentes e adultos, que não foram imunizados na infância, deverão vacinar-se com três doses com intervalo de um mês entre a primeira e segunda dose e uma terceira dose 6 meses após a primeira dose. A vacina somente confere a proteção esperada após a aplicação da 3ª dose.
Formas de transmissão: Sexual, por transfusões de sangue, procedimentos médicos/odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança, pela transmissão vertical (mãe-filho), por contatos íntimos domiciliares (compartilhamento de escova dental e lâminas de barbear), acidentes perfuro cortantes, compartilhamento de seringas e de material para a realização de tatuagens, piercings e manicure.
Tétano acidental
Indicada para: As crianças são vacinadas contra o Tétano desde o segundo mês de vida, porém esta é uma vacina que requer reforços a cada 10 anos, e nem sempre isso é lembrado pelos adolescentes e adultos. Para pessoas já vacinadas na infância basta uma dose de reforço a cada 10 anos.
Formas de transmissão: Ocorre pela introdução dos esporos, em um ferimento da pele e mucosas, contaminados com terra, poeira, fezes de animais ou humanas.
HPV
Indicada para: Existem dois tipos de vacina contra a infecção pelo HPV, uma delas protege apenas contra alguns os tipos que causam câncer, conhecida como vacina bivalente e outra que protege contra alguns tipos que causam o câncer e também contra as verrugas genitais, conhecida como quadrivalente. Ambas são indicadas para mulheres de 9 a 26 anos, e são administradas em três doses com intervalos de um a dois meses entre as duas primeiras doses e seis meses entre a 1ª e 3ª dose. A vacina quadrivalente também pode ser administrada em homens na mesma faixa de idade.
Formas de transmissão: A transmissão se dá por contato direto com a pele contaminada, mesmo quando não há lesões visíveis, principalmente através da relação sexual.
Doença Meningocócica
Indicada para: Existem dois tipos de vacina contra o meningococo, uma delas composta apenas pelo meningococo do grupo C, o mais incidente no Brasil, esta vacina é realizada em dose única para adolescentes e adultos. Há também uma vacina contra os meningococos A,C,W,Y, que é uma vacina mais completa que a vacina meningocócica do grupo C, pois protege também contra outros 3 tipos de meningococo; também é aplicada em dose única para adolescentes e adultos.
Formas de transmissão: Contato íntimo de pessoa a pessoa por meio de gotículas das secreções da nasofaringe. O principal transmissor é o portador assintomático.
Serviço
Clique aqui para ver a lista de unidades de saúde com vacinação permanente no município de São Paulo
Mais informações no portal do Ministério da Saúde
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