Cada vez mais adultos e crianças tendem a passar um tempo maior na frente do computador. Se para nós já existem riscos, para os pequenos isso acaba sendo muito mais evidente e perigoso. Diante disso, cria-se uma questão: não se pode proibir o uso da Internet, mas - como todos os aspectos que envolvem a formação das crianças - é preciso que seja orientado e monitorado. Para ajudar nessa tarefa, o especialista em segurança digital Camillo Di Jorge preparou uma série de dicas de como os pais devem agir para evitar problemas com crianças e adolescentes na web.
“Os problemas com crianças e adolescentes na internet crescem de maneira exponencial, por conta do tempo de utilização dos computadores, em especial, nas férias escolares”, afirma Camillo Di Jorge. “Os pais precisam ficar atentos se quiserem evitar que seus filhos acessem conteúdos indevidos na internet ou sejam expostos a vírus de computador, voltados a roubar senhas e informações confidenciais armazenadas nos equipamentos”, acrescenta.
Confira abaixo as dicas:
- Instale no computador um anti-vírus, para evitar que os chamados códigos maliciosos infectem o equipamento.
- Instale uma ferramenta de controle dos pais. Ela permite bloquear o acesso a sites que possam trazer problemas, como aqueles com conteúdo malicioso ou pornográfico.
- Monitore o histórico de navegação na internet do computador, para verificar quais sites foram acessados pela criança ou adolescente nos últimos dias.
- Monitore o que seu filho fala nas redes sociais e o aconselhe a não passar informações pessoais (como nome, telefone e endereço) para pessoas ou empresas na internet, inclusive para amigos virtuais, já que muitos criminosos fingem ser crianças na web para se aproximar das vítimas e realizar golpes.
- Oriente seu filho a não publicar fotos em redes sociais, uma vez que essas informações podem ser usadas, de forma indevida, por criminosos para praticar golpes online.
- Mantenha um diálogo constante e aberto com seus filhos sobre os riscos a que eles estão expostos na internet e sobre a necessidade de relatarem qualquer situação estranha.
- Crie senhas de acesso fortes na internet, para evitar que alguém mal intencionado descubra suas informações.
“Os pais não devem proibir que os filhos acessem a internet, mas, por outro lado, precisam orientá-los e acompanhá-los de maneira adequada”, conclui o profissional.
Principais ameaças que as crianças estão expostas:
Malware - É o acrônimo em inglês de software malicioso (malicious software). O objetivo desse tipo de aplicação é prejudicar o computador. Na maioria dos casos, a infecção ocorre por “erros” realizados pelos usuários, ao serem enganados pelos criminosos. Existem muitas ferramentas (antivírus, antispyware) e boas práticas, que reduzem o risco de infecção diante de todas as variantes de códigos maliciosos: vírus, worms, cavalos de tróia, spyware, etc.
Spam - O spam é o famoso “lixo eletrônico”. São aquelas mensagens que não foram solicitadas pelo usuário e que chegam na caixa de entrada de e-mail. Normalmente, esse tipo de mensagem contém propagandas – muitas vezes enganosas – que convidam o usuário a acessar páginas com ofertas “milagrosas”, cujo conteúdo é potencialmente nocivo para o usuário.
Scam - O scam é um golpe executado através da Internet. É realizado de diversas formas, como, por exemplo, através de mensagens não solicitadas (spam), assim como também através de técnicas de Engenharia Social. Esse último exemplo tenta convencer o usuário sobre a prestação de serviço quando na realidade só querem acessar a informação confidencial. Um exemplo são as mensagens falsas solicitando sua senha e login de redes sociais.
Cyber Bullying - É uma conduta hostil que pode ser praticada com as crianças. A vítima desse tipo de hostilidade é submetida a ameaças e humilhações da parte de seus colegas na web, cujas intenções são atormentar a pessoa e levá-la a um estresse emocional. Essas práticas podem ser realizadas através da Internet, assim como também por telefones celulares e videogames. Nem sempre é realizada por adultos, sendo também frequente entre adolescentes.
Grooming - Trata-se da persuasão de um adulto a uma criança, com a finalidade de obter uma conexão emocional e gerar um ambiente de confiança para obter relações sexuais. Muitas vezes os adultos se fazem passar por crianças de sua idade e tentam ganhar confiança para, em seguida, marcar encontros pessoais.
Sexting - Provém do acrônimo formado pelas palavras em inglês Sex e Texting. Inicialmente, e como indica seu nome, se tratava do envio de mensagens com conteúdos eróticos. Posteriormente, devido ao avanço tecnológico, essa modalidade evoluiu para a troca de imagens e vídeos convertendo-se em uma prática habitual entre adolescentes e crianças.
Roubo de informação - Toda informação que viaja pela web, sem medidas de precaução necessárias, corre o risco de ser interceptada por um terceiro. Igualmente, existem também ataques com essa finalidade. A informação procurada normalmente indica os dados pessoais. Um passo em falso nesse tipo de incidente pode expor o menor de idade ao roubo de dinheiro da família ou de identidade.
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