Dificuldade alimentar dos filhos requer paciência e atenção
É normal que a maioria das crianças tenham um paladar sensível e resistência a alimentos como vegetais ou sabores mais exóticos. Todas têm algum grau de seletividade, que é manifestado desde os primeiros anos de vida. No entanto, é preciso prestar atenção para definir se essa reação persiste e é intensa.
Cabe aos pais estimular desde cedo hábitos alimentares mais saudáveis, para evitar uma deficiência nutricional. A falta de interesse da criança pela comida pode afetar seu progresso cognitivo ou mesmo comprometer o desenvolvimento e crescimento natural.
É importante que o cardápio dos pequenos seja bem variado e completo, mas o que fazer quando eles simplesmente se recusam a comer? A criança seletiva costuma rejeitar certos tipos ou grupos de alimentos, de forma persistente, como parte de um hábito inadequado e associado a outros aspectos sensoriais como o paladar, tato e sensibilidade.
Uma alternativa para combater o problema é inserir na dieta alimentos diferentes da rotina, preparar novas combinações, ter bons exemplos familiares e ofertar alimentos repetidamente. Caso necessário, complementos alimentares via receita médica também podem garantir a ingestão correta de macro e micronutrientes até que a criança aprenda a se alimentar corretamente. Este complemento deve ser composto por uma fórmula equilibrada, que forneça energia, vitaminas e minerais, sem excessos e sem substituir refeições.
"Crianças seletivas devem ser educadas com paciência, estabelecendo-se limites para o horário de refeição e permitindo experimentações. Outra dica é cuidar da própria alimentação para que os pais sirvam como exemplo a seus filhos”, ressalta o Dr. Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo do departamento de pediatria da Universidade Federal de São Paulo.
Alguns passos para tornar o processo mais divertido:
* Leve-os à feira ou mercado: além de educativo, pois elas aprendem qual é a real aparência dos alimentos, pode despertar nela curiosidade para o próximo passo: o preparo. É interessante mostrá-las do que é feito alguns de seus alimentos favoritos. Ex: a semente do cacau é transformada em chocolate.
* Envolva-os no preparo: crianças gostam de sentir que estão ajudando os pais. Dê a elas pequenas (e seguras) funções, como modelar massas, lavar alimentos, espremer frutas, contar o tempo e acompanhe com elas até a mesa. Se quiserem, também podem ajudar a arrumar a mesa. Só não esqueça de mostrar seu agradecimento (de preferência na frente de outra pessoa).
* Dê mais sabor: legumes e verduras ficam mais gostosos se condimentados com especiarias, como canela, salsinha, manjericão, entre outros.
* Ornamente: os pratos oferecidos às crianças devem ser, de preferência coloridos e com formato lúdico. É verdade que comer 'começa com os olhos', e nada melhor que uma bela ornamentação para estimular isso. Estrela, flor, plantas, animais, sorrisos, corações, são algumas formas fáceis de montar e que chamam atenção para o prato.
* Regre as guloseimas: não adianta pressionar, isso só aumentará a rejeição da criança. No entanto, não perca a disciplina: doces e outros lanches serão permitidos apenas depois da refeição.
Pirâmide Alimentar
*A pirâmide¹ é uma ferramenta para orientação de uma dieta saudável.
**Referência da Pirâmide: 1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação para alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 2 ed. SP:SBP,2008.
Redação com informações da Abott Brasil